quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Baixar Filmes - Filme Crepusculo Lua Nova (New Moon) - Free Download Gratis | Blog MEGACUBOBRASIL

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Filme Crepusculo Lua Nova (New Moon)
The Twilight Saga: New Moon
Free Download Gratis
Filme Crepusculo Lua Nova New Moon
Sinopse do Filme Crepusculo Lua Nova (New Moon)
The Twilight Saga: New Moon

A segunda parcela da Stephenie Meyer Twilight série de sucesso fenomenal, o romance entre vampiros e mortafeefl sobe para um novo nível como Bella Swan (Kristen Stewart) se aprofunda nos mistérios do mundo sobrenatural que anseia tornar-se parte apenas para encontrar-se em maior perigo do que nunca.
Na sequência de Bellas mal fadada festa de aniversário-18, Edwarn Cullen (Robert Pattinson) e sua família abandonam a cidade de Forks, Washington, em um esforço para protegê-la dos perigos inerentes ao seu mundo. Como o sleepwalks inconsolável Bella através de seu último ano do colegial, entorpecido e sozinho, ela descobre imagem Edwards vem a ela sempre que se coloca em perigo. Seu desejo de estar com ele a qualquer custo leva a assumir riscos cada vez maiores.
Com a ajuda de seu amigo de infância Jacob Black (Taylor Lautner), Bella renova um velho moto para levá-la em suas aventuras. Bellas coração congelado é descongelado gradualmente por sua relação de amizade com Jacob, um membro da tribo Quileute misterioso, que tem um segredo sobrenatural de sua autoria. 

Lua nova - New Moon Trailer Oficial legendado
The Twilight Saga: New Moon



Título Original: The Twilight Saga: New Moon
Título Traduzido: Crepusculo Lua Nova
Qualidade do Arquivo: TS
Ano de Lançamento: 2009
Tamanho do Arquivo: 700 Mb
Gênero: Aventura
Duração: 130 Minutos
Direção: Chris Weitz
Frame Rate: 23 Fps
Resolução: 672×384
Idioma: Portugues 

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Filme Crepusculo Lua Nova (New Moon)
The Twilight Saga: New Moon
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Baixar Jogos PC - Jogo The Sims 3 Razor1911 - Free Download Gratis | Blog MEGACUBOBRASIL

Baixar Jogos para PC
Jogo The Sims 3 Razor1911
Free Game 
Download Gratis
Descrição Jogo The Sims 3 Razor1911

The Sims 3 é a continuação do mais famoso simulador de vida, desenvolvido pela Maxis. O primeiro título da série fez sucesso entre os mais diversos públicos por possibilitar o controle da vida dos personagens no jogo, os Sims, desde suas necessidades básicas, como comer e dormir, até seus empregos e relacionamentos.
A terceira edição do jogo deve manter a mesma fórmula de sucesso que consagrou a série, ao mesmo tempo em que expande as barreiras da franquia introduzindo novos elementos a jogabilidade e corrigindo alguns problemas do passado. Com gráficos melhorados, e muito mais possibilidades de personalização dos Sims, os fãs da série devem se surpreender com amais nova versão do simulador de vida real.
Nesta versão o jogo deixa de ser focado nas necessidades básicas dos personagens, já que eles se tornam mais independentes, sendo capazes de comer, durmir e ir ao banheiro sozinhos. O grande destaque então passa a ser no destino de cada um dos seus Sims, já que tarefas mais importantes como relacionamentos, trabalho e família se tornam totalmente controladas pelo gamer, com uma grande variedade de possibilidades. A função de definir o visual e as roupas dos Sims também será ampliada, e todos os aspectos da personalidade e do comportamento do personagem estarão em voga.
Sem telas de loading atrapalhando o desenrolar do jogo, seu Sim vai sair de casa e ir até a cidade, até a casa de outros personagens, mesmo que não jogáveis, ir trabalhar, encontrar os amigos, se divertir, ter filhos, se casar e muito mais. Sem a possibilidade de interagir com alienígenas, o jogo os substitui por fantasmas, que podem até mesmo ter filhos e serem controlados pelos jogadores.

 Configuração Mínima Jogo The Sims 3 Razor1911

PARA WINDOWS XP
* Processador P4 de 2,0 GHz ou equivalente
* 1 GB de memória RAM
* Placa de Vídeo de 128 MB com suporte a Pixel Shader 2.0
* Versão mais recente do DirectX 9.0c
* Microsoft Windows XP Service Pack 2
* Pelo menos 6,1 GB de espaço em disco rígido, com no mínimo 1 GB de espaço adicional para conteúdo personalizado


PARA WINDOWS VISTA
* Processador P4 de 2,4 GHz ou equivalente
* 1,5 GB de memória RAM
* Placa de Vídeo de 128 MB com suporte a Pixel Shader 2.0
* Microsoft Windows Vista Service Pack 1
* Pelo menos 6,1 GB de espaço em disco rígido, com no mínimo 1 GB de espaço adicional para conteúdo personalizado


Para computadores com Windows e chipsets gráficos integrados (´on-board´), o jogo requer, pelo menos
* Intel Integrated Chipset, GMA 3-Series ou superior
* Processador Pentium D de 2,6 GHz, ou Core 2 Duo de 1,8 GHz ou equivalente.
* 0,5 GB de RAM adicional


Recomendação

NÃO É PRA USAR O HJSPLIT.. DPS Q DESCOMPACTAR AS 5 PARTES… ABRAM O ARQUVI .001 COM O WINRAR E EXTRAIAM O ISO DE LÁ DE DENTRO!!!!

1. Extraia a 4 partes e em seguida a outras.
2. Emule ou grave a imagem
3. Instale e use um dos seriais ou keygen na pasta razor1911



Serias:

DNTK-WQGR-M5T4-T1K1-1911
L7YY-YUR6-B1O4-J2B3-1911
RXDD-TRX2-Y5V1-X8G7-1911
OYQY-A5JY-G7P6-C2L8-1911
XTTK-98VV-C8B6-84M8-1911


Informações
Tamanho:4.96 Gb
Formato:Rar
Qualidade dos Gráficos:
Número de Mídias:1 DVD
Idioma:Inglês


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Parte 1
Baixar Jogos PC - Jogo The Sims 3 Razor1911 - Free Download Gratis


Parte 2
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Parte 3
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Parte 4
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Parte 5
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CrackFix
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Resumo de Livros - Livro Amor de Perdição - Escritor Camilo Castelo Branco | Blog MEGACUBOBRASIL

Resumo de Livro: Amor de Perdição
Escritor Camilo Castelo Branco
Literatura Brasileira

Livro Amor de Perdição 
Camilo Castelo Branco conquistou fama com a novela passional Amor de Perdição. Bem ao gosto romântico, a característica principal da novela passional é o seu tom trágico. As personagens estão sempre em luta contra terríveis obstáculos para alcançar a felicidade no amor. Normalmente, essa busca é frustrante. Mesmo quando os amantes ficam juntos, isso é conseguido a custa de muito sofrimento. Os direitos do coração, frequentemente, vão de encontro aos valores sociais e morais. Segundo o autor, Amor de Perdição foi escrito em 15 dias em 1861, quando ele estava preso na cadeia da Relação, na cidade do Porto, por ter-se envolvido em questões de adultério.

Como o drama de Romeu e Julieta, a obra focaliza dois apaixonados que têm como obstáculo para a realização amorosa a rivalidade entre as famílias. A ação se passa em Portugal, no século 19. O narrador diz contar fatos ocorridos com seu tio Simão. Residentes em Viseu, duas famílias nobres, os Albuquerques e os Botelhos, odeiam-se por causa de um litígio em que o corregedor Domingos Botelho deu ganho de causa contrário aos interesses dos primeiros. Simão é um dos cinco filhos do corregedor.
Devido ao seu temperamento explosivo, Simão envolve-se em confusões. Seu pai o manda estudar em Coimbra, mas ele se envolve em novas confusões e é preso. Liberto, volta para Viseu e se apaixona por Teresa Albuquerque, sua vizinha.
A partir daí, opera-se uma rápida transformação no rapaz. Simão se regenera, torna-se estudioso, passa a ter como valor maior o amor, e todos os seus princípios são dele decorrentes. Os pais descobrem o namoro.
O corregedor manda o filho para Coimbra. Para Teresa restam duas opções: casar-se com o primo Baltasar ou ir para o convento. Proibidos de se encontrar, os jovens trocam correspondência, ajudados por uma mendiga e por Mariana, filha do ferreiro João da Cruz. Mariana encarna o amor romântico abnegado.
Apaixona-se por Simão, embora saiba que esse amor jamais poderá ser correspondido, seja pelo fato de Teresa dominar o coração do rapaz seja pela diferença social: ela era de condição humilde, filha de um ferreiro. Mesmo assim, ama a tal ponto de encontrar felicidade na felicidade do amado.
Depois de ameaças e atentados, Teresa rejeita o casamento. Por isso será enviada para o convento de Monchique, no Porto. Simão resolve raptá-la, acaba por matar seu rival e se entrega à polícia. João da Cruz oferece-se para ajudá-lo a fugir, mas ele não aceita, pois é o típico herói romântico.
Matou por amor à Teresa, portanto assume seu ato e faz questão de pagar. Enquanto Simão vai para a cadeia, sua amada vai para o convento. Mariana, por sua vez, procura estar sempre ao lado de Simão, ajudando-o em todas as ocasiões. Condenado à forca, a sentença é comutada e Simão é degredado para a Índia.
Quando ele está partindo, Teresa, moribunda, pede que a coloquem no mirante do convento, para ver o navio que levará seu amado para longe. Após acenar dizendo adeus, morre. Seu amor exagerado a leva à perdição.
Durante a viagem, Mariana, que acompanha Simão, mostra-lhe a última carta de Teresa. Ele fica sabendo da sua morte, tem uma febre inexplicável e morre. Seu amor exagerado o leva à perdição. Na manhã seguinte, seu corpo é lançado ao mar. Mariana não suporta a perda e se joga ao mar, suicidando-se abraçada ao cadáver de Simão. Seu amor exagerado a leva à perdição.

Ficha
  • Estilo: pertence à época romântica
  • Gênero: novela passional
  • Foco Narrativo: Embora na "Introdução" narrador e autor se confundam, os fatos são narrados em 3ª pessoa.
  • Tempo e Espaço: Portugal (Viseu, Coimbra e Porto), século 19.
  • Personagens: Simão Botelho, Teresa Albuquerque, Mariana, Baltasar, Domingos Botelho, Tadeu Albuquerque, João da Cruz, D. Rita Castelo Branco. 
Resumo de Livro: Amor de Perdição
Escritor Camilo Castelo Branco

Baixar Filmes - Filme Ben 10 Invasão Alienígena (Alien Swarm) - Free Download Gratis | Blog MEGACUBOBRASIL


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Filme Ben 10 Invasão Alienígena (Alien Swarm)
Free Download Gratis

Filme Ben 10 Invasão Alienígena 
  
Filme Ben 10 Invasão Alienígena Trailer 

 

Download Ben 10 Invasão Alienígena
Informações
Tamanho: 700 MB
Formato: DvdRip
Qualidade de Áudio: 10
Qualidade de Vídeo: 10
Idioma: Inglês
Ano de Lançamento: 2009


Baixar Filme Ben 10 Invasão Alienígena

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Resumo: Baixar Filme Ben 10 Invasão Alienígena 
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Baixar Filmes - Filme 2012 O Fim do Mundo - Free Download Gratis | Blog MEGACUBOBRASIL

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Filme 2012 O Fim do Mundo
Free Download Gratis
Baixar Filmes - Filme 2012 O Fim do Mundo - Free Download Gratis
Download 2012 Catastrofe
Sinopse do Filme 2012
Nunca antes na história uma data foi tão significante para tantas culturas, tantas religiões, cientistas e governos. 2012 é uma aventura épica sobre um cataclismo global que traz o fim do mundo e conta a heróica luta dos sobreviventes.

Elenco
John Cusack … Jackson Curtis
Amanda Peet … Kate Curtis
Chiwetel Ejiofor … Adrian Helmsley
Thandie Newton … Laura Wilson
Oliver Platt … Carl Anheuser
Thomas McCarthy … Gordon Silberman
Woody Harrelson … Charlie Frost
Danny Glover … President Thomas Wilson
Liam James … Noah Curtis
Morgan Lily … Lilly Curtis
Zlatko Buric … Yuri Karpov
Beatrice Rosen … Tamara
Alexandre Haussmann … Alec
Philippe Haussmann … Oleg
Johann Urb … Sasha
John Billingsley … Professor West
Chin Han … Tenzin


Ficha Técnica
Título no Brasil:  2012
Título Original:  2012
País de Origem:  EUA / Canadá
Gênero:  Ação
Classificação etária: 12 anos
Tempo de Duração: 158 minutos
Ano de Lançamento:  2009
Estréia no Brasil: 13/11/2009
Site Oficial:  http://www.sonypictures.com/movies/ 2012
Estúdio/Distrib.:  Sony Pictures
Direção:  Roland Emmerich


Trailer do Filme 2012



Baixar Filme 2012 – 1.4 Gb H264

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Parte 1
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Parte 2
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Legenda
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Resumo: Baixar Filme 2012
Download do Filme 2012

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Resumo de Livros - Livro Memórias Póstumas de Brás Cubas - Escritor Machado de Assis | Blog MEGACUBOBRASIL


Resumo de Livro
Memórias Póstumas de Brás Cubas
Escritor Machado de Assis
Literatura Brasileira


Com o Livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, publicado em 1881, Machado de Assis inaugura o realismo nas letras brasileiras. A partir dessa obra (Livro) ele se revela um arguto observador e analista psicológico dos personagens. O ritmo da obra é lento, com várias digressões e narrado de maneira irreverente e irônica por um "defunto autor" (e não um "autor defunto", como podem pensar). Brás Cubas, por estar morto, se exime de qualquer compromisso com a sociedade, estando livre para critica-la e revelar as hipocrisias e vaidades das pessoas com quem conviveu.
Brás Cubas vai contando a sua vida e contando os vários episódios que viveu. Conta sobre a prostituta de luxo espanhola Marcela, que o amou "durante quinze meses e onze contos de réis". Para livrar-se dela, os pais de Brás Cubas decidem manda-lo para a Europa. Volta doutor, em tempo de ver a mãe antes de morrer. O seu amigo de escola Quincas Borba:
"Uma flor, o Quincas Borba. Nunca em minha infância,
nunca em toda a minha vida, achei um menino mais gracioso,
inventivo e travesso"

E quando ele o reencontra anos depois:
"Aposto que me não conhece, Senhor Doutor Cubas? disse ele. Não me lembra... Sou o Borba, o Quincas Borba. (...)
O Quincas Borba! Não; impossível; não pode ser. Não podia acabar de crer que essa figura esquálida, essa barba pintada de branco, esse maltrapilho avelhentado, que toda essa ruína fosse o Quincas Borba. E era."

Pouco depois Quincas Borba aparece rico e filósofo, herdeiro de uma grande fortuna e propagador do Humanitismo. O seu projeto político nunca alcançou, muito bem explicado no capítulo 139:
"De Como Não Fui Ministro d'Estado".

O amor por Virgília, o caso extra-conjugal que teve com ela, e a alegria de ter um filho:
"Lá me escapou a decifração do mistério, (...) quando Virgília me pareceu um pouco diferente do que era. Um filho! Um ser tirado do meu ser! Esta era a minha preocupação exclusiva daquele tempo. Olhos do mundo, zelos do marido, morte do Viegas, nada me interessava por então, nem conflitos políticos, nem revoluções, nem terromotos, nem nada. Eu só pensava naquele embrião anônimo, de obscura paternidade, e uma voz secreta me dizia: é teu filho. Meu filho! E repetia estas duas palavras, com certa voluptuosidade indefinível, e não sei que assomos de orgulho. Sentia-me homem."
A criança morre antes de nascer, e os amantes se separam. A irmã arranja-lhe uma noiva, Eulália, que no entanto, morre vítima de uma epidemia. Sem conseguir ser político, Cubas em busca da celebridade tenta lançar o emplastro Brás Cubas, porém vêm a falecer de pneumonia antes de realizar o seu intento.
O último capítulo é bastante elucidativo:
"Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de Dona Plácida, nem a semi-demência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e conseguintemente que sai quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria."
O mais importante da obra Memórias Póstumas de Brás Cubas certamente não é o enredo e sim a linguagem utilizada por Machado de Assis. A denúncia tácita da sociedade, por meio da leve ironia e humor.

Considerações Gerais

A ruptura com a narrativa linear

Os fatos e as ações não seguem um fio lógico ou cronológico, obedecem a um ordenamento interior, são relatados à medida que afloram à consciência ou à memória do narrador, num processo que se aproxima do impressionismo.

A organização metalingüística do discurso narrativo

É comum, na ficção machadiana, que o narrador interrompa a narrativa para, com saborosa e bem-humorada bisbilhotice, comentar com o leitor a própria escritura do romance, fazendo-o participar de sua construção; ou ainda, para dialogar sobre uma personagem, refletir sobre um episódio do enredo ou tecer suas digressões sobre os mais variados assuntos. Machado assume a posição de quem escreve e ao mesmo tempo se vê escrevendo. Esses comentários à margem da narração constituem o principal interesse, pois neles está a mensagem artística do escritor.

O universalismo

Machado captou, na sociedade carioca do século XIX, os grandes temas de sua obra. O seu interesse jamais recaiu sobre o típico, o pitoresco, a cor local, o exótico, tão ao gosto dos românticos. Buscou, na sociedade do seu tempo, o universal, a essência humana, os grandes valores filosóficos: a essência e a aparência; o caráter relativo da moral humana; as convenções sociais e os impulsos interiores; a normalidade e a loucura, o acaso, o ciúme, a irracionalidade, a usura, a crueldade. A pobreza de descrições, a quase ausência da paisagem são ainda desdobramentos dessa concentração na análise psicológica e na reflexão filosófica. As tramas dos romances machadianos poderiam, sem grandes prejuízos à narrativa, ser transplantadas para qualquer época e qualquer cidade.

Os grandes arquétipos

Uma das linhas mestras da ficção machadiana parte do aproveitamento dos arquétipos, que remontam à tradição clássica e aos textos bíblicos. Assim, o conflito dos irmãos Pedro e Paulo, em Esaú e Jacó, remonta ao arquétipo bíblico da rivalidade entre Caim e Abel; a psicose do ciúme de Bentinho, em D. Casmurro, aproxima-se do drama de Otelo e Desdêmona, de Shakespeare.

O pessimismo

Machado revela sempre uma visão desencantada da vida e do homem. Não acreditava nos valores do seu tempo e, a rigor, não acreditava em nenhum valor. Mais do que pessimista ou negativa, sua postura é niilista (nil = nada). O desmascaramento do cinismo e da hipocrisia, do egoísmo e do interesse, que se camuflavam sob as convenções sociais é o cerne de grande parte da ficção machadiana. O capítulo final de Memórias Póstumas de Brás Cubas, o antológico das negativas, é exemplo cabal do pessimismo do autor: Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplastro, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de Dona Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e conseguintemente que saí quites com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: - Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.

A ironia, o humor negro

A forma de revolta de Machado era o rir; quase sempre um riso amargo que exteriorizava o desencanto e o desalento ante a miséria física e moral de suas personagens. Observem o texto:
“Daqui inferi eu que a vida é o mais engenhoso dos fenômenos, porque só aguça a fome , com o fim de deparar a ocasião de comer, e não inventou os calos, senão porque eles aperfeiçoam a felicidade terrestre. Em verdade vos digo que toda a sabedoria humana não vale um par de botas curtas. Tu minha Eugênia, é que não as descalçaste nunca; foste aí pela estrada da vida, manquejando da perna e do amor, triste como os enterros pobres, solitária, calada, laboriosa, até que vieste também para esta outra margem... O que eu sei é se a tua existência era muito necessária ao século. Quem sabe? Talvez um comparsa de menos fizeste patear a tragédia humana.”

Resumo

Brás Cubas, já falecido, conta, do outro mundo, as suas memórias.
Expirei em 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Galhofando dos ascendentes, fala da própria genealogia. Assevera que morreu de pneumonia apanhada quando trabalhava num invento farmacêutico, um emplastro medicamentoso. Virgília, sua ex-amante, que já não via há alguns anos, visitou-o nos últimos dias de vida. Narra Brás Cubas um delírio que teve durante a agonia: montado num hipopótamo foi arrebatado por uma extensa e gelada planície, até o alto de uma montanha, de onde divisa a sucessão dos séculos. Além dos pais, tiveram grande influência na educação do pequeno Brás Cubas três pessoas: tio João, homem de língua solta e vida galante; tio ldefonso, cônego, piedoso, e severo; dona Emerenciana, tia materna, que viveu pouco tempo. Brás passou uma infância de menino traquinas, mimado demasiadamente pelo pai. Aos dezessete anos apaixona-se por Marcela, dama espanhola, com quem teve as primeiras experiências amorosas. Para agradar Marcela, Brás começa a gastar demais, assumindo compromissos graves e endivida-se. Marcela gostava de jóias, e Brás procurava fazer-lhe todos os gostos. Marcela amou-me, diz Brás Cubas, durante quinze meses e onze contos de réis. Quando o pai tomou conhecimento dos esbanjamentos do filho, mandou-o para a Europa: vais cursar uma Universidade, justificou. Em Coimbra, Brás segue o curso jurídico e bachare-la-se. Depois, atendendo a um chamado do pai, volta ao Rio. A mãe estava moribunda. E, de fato chega ao Brasil, e a mãe falece. Passando uns dias na Tijuca, conhece Eugênia, moça bonita, mas com um defeito na perna que a fazia coxear um pouco. Com ela mantém um romance passageiro. O pai de Brás tem duas ambições para o filho: quer casá-lo e fazê-lo deputado. Tudo faz para encaminhá-lo no rumo do casamento e procura aumentar o círculo de amigos influentes na política, a fim de preparar o caminho para o futuro deputado. Assim é que Brás Cubas é apresentado ao Conselheiro Dutra, que promete ajudar ao jovem bacharel na pretendida ascensão política. Brás nesta altura vem a conhecer Virgília, filha do Conselheiro Dutra, pela qual se apaixona. Parecia, com isso, que os sonhos do pai sobre Brás estavam prestes a realizar-se: bem-encaminhado na política e quase noivo. Entretanto acontece um imprevisto: surge Lobo Neves, que não somente lhe rouba a namorada, mas também cai nas boas graças do Conselheiro Dutra. Vendo assim preterido o filho, o pai de Brás sente-se profundamente desapontado e magoado. Veio a falecer dali a alguns meses, de um desastre. Virgília casa-se com Lobo Neves e, pouco tempo depois, vê eleito deputado o marido. Mas, na verdade, Virgília casara-se com Lobo por interesse, e ama realmente Brás Cubas. Virgília e Brás principiam a encontrar-se com freqüência e, em breve, tornam-se amantes. Lobo Neves adora a esposa e nela confia inteiramente. Aliás não tinha muito tempo para observar o que se passa, já que estava entregue totalmente à política. Narra nesta altura Brás Cubas o encontro que teve com seu ex-colega de escola primária, Quincas Borba, que se tornara um infeliz mendigo de rua. Depois do encontro com Quincas, Brás percebe que o maltrapilho lhe roubara o relógio. Os encontros amorosos entre Virgília e Brás suscitam comentários e mexericos dos vizinhos, amigos e conhecidos. Por esse motivo, Brás propõe a Virgília a fuga para um lugar distante. Virgília, porém, pensa no marido que a ama e na família, e sugere uma casinha só nossa, metida num jardim, em alguma rua escondida. A idéia parece boa a Brás, que sai remoendo a proposta: uma casinha solitária, em alguma rua escura. Virgília e sua ex-empregada, chamada dona Plácida, se encarregam de adornar a casa e, aparentemente, quem ali reside é Dona Plácida. Ali os dois amantes se encontram sem maiores embaraços, e sem despertarem suspeitas. Sucede que, por motivos políticos, Lobo Neves é designado como presidente de uma província e, dessa forma, tem de afastar-se com a mulher. Brás fica desesperado e pede a Virgília que não o abandone. Quando tudo parece sem solução, eis que surge Lobo Neves e, para agradar ao amigo da família, convida Brás Cubas a acompanhá-lo, como secretário. Brás aceita. Os mexericos se tornam mais intensos e Cotrim, casado com Sabina, irmã de Brás Cubas, procura fazer ver ao cunhado que a viagem seria uma aventura muito perigosa. Mais por superstição do que pelos conselhos de Cotrim, Lobo Neves acaba não aceitando mais o cargo de presidente, porque o decreto de nomeação saíra publicado no Diário Oficial num dia 13, e Lobo Neves tinha pavor do número treze, considerado um número fatídico. Lobo Neves recebe uma carta anônima denunciando os amores da esposa com o amigo. Isso faz com que os dois amantes se mostrem mais reservados, embora continuem encontrando-se na Gamboa (onde ficava a casa de dona Plácida). Surge então um acontecimento que vem alterar a situação dos personagens: Lobo Neves é novamente nomeado presidente, e desta vez parte então para o interior do país, levando consigo a esposa. Brás procura distrair-se e esquecer a separação. Aliás, o tempo se havia escoado e, embora ainda se sentisse forte e com saúde, era já um cinquentão. A irmã Sabina, que vinha procurando "arranjar" um casamento para Brás, volta a insistir em seu objetivo. A candidata, uma moça prendada, chamava-se nhá-Loló. Mesmo sem entusiasmo, Brás aparenta interesse pela pretendente, mas nhá-Loló vem a falecer durante uma epidemia. O tempo vai passando. Mais por distração do que por idealismo, faz-se deputado e, na assembléia, vem a encontrar-se com Lobo Neves que havia voltado da província. Encontra-se também com Virgília, que não tinha a beleza antiga que o havia atraído anteriormente. Assim, por desinteresse recíproco, chegam ao fim os amores de Brás e Virgília. Quincas Borba, o mendigo, reaparece e lhe restitui o relógio, passando a ser um freqüentador da casa de Brás. Quincas Borba estava mudado: não era mais mendigo, recebera uma herança de um tio em Barbacena. Virara filósofo. Havia inventado uma nova teoria filosófica-religiosa, o Humanismo, e não falava noutra coisa. O próprio Brás Cubas passa a interessar-se muito pelas teorias de Quincas Borba. Morre, por esse tempo, Lobo Neves, e Virgília chorou com sinceridade o marido, como o havia traído com sinceridade. Também vem a falecer Quincas Borba, que havia enlouquecido completamente. Brás Cubas deixou este mundo pouco depois de Quincas Borba, por causa de uma moléstia que apanhara quando tratava de um invento seu, denominado emplastro Brás Cubas. E o livro conclui: Ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.

Personagens

  • Brás Cubas - narrador, morto aos 64 anos, ainda próspero e rijo, fidalgo.

  • Marcela - segundo grande amor de Brás Cubas, uma prostituta de elite, cujo amor por Brás duraria quinze meses e onze contos de réis.

  • Virgília - filha do comendador Dutra, segundo o pai de Brás, Bento Cubas, a Ursa Maior amante de Brás Cubas; casa-se com Lobo Neves por interesse.

  • Quincas Borba - menino terrível que dava tombos no paciente professor Barata, colega de escola de Brás que o encontrará mais tarde, mendigo, que rouba-lhe um relógio mas retorna-o ao colega após receber uma herança. Desenvolve a filosofia do humanismo: ao vencedor, as batatas; ao vencido, ódio ou compaixão.

  • Eugênia - filha de Eusébia e Vilaça, menina bela, embora manca.

  • Nhá Loló - moça simplória; tinha dotes de soprano; morre de febre amarela.

  • Cotrim - casado com Sabina, irmã de Brás; ambos interesseiros.

  • Nhonhô - filho de Virgília.

  • D. Plácida - empregada de Virgília; confidente e protetora de sua relação extra conjungal.

  • Lobo Neves - casado com Virgília; homem frio e calculista.


    Resumo de Livro
    Memórias Póstumas de Brás Cubas
    Escritor Machado de Assis
    Literatura Brasileira



terça-feira, 17 de novembro de 2009

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Resumo de Livros - Livro Vidas Secas - Autor Graciliano Ramos | Blog MEGACUBOBRASIL


Resumo de Livro Vidas Secas
Autor Graciliano Ramos
Literatura Brasileira

Introdução do Livro Vidas Secas:

Publicado pela primeira vez em 1938, Vidas Secas é composto por 13 capítulos independentes, que podem ser lidos como contos ou juntos, como um romance.

Mudança:

Uma família de retirantes, composta por Fabiano, sinha Vitória (curiosamente, Graciliano Ramos não acentuou a palavra como oxítona, sinhá), dois filhos – o menino mais velho, o menino mais novo –, a cachorra Baleia e o papagaio, foge da seca. Em meio à caminhada, o menino mais velho põe-se a chorar e o pai o xinga, fustigando-o com a bainha da faca de ponta pensando em deixá-lo para trás para morrer. Eram seis viventes, contando o papagaio, porém a fome era tamanha que a ave se transformou em alimento, já que era muda e inútil. Fabiano percebe uma nuvem, aponta-a para a mulher e, chegando ao pátio de uma fazenda abandonada, fixam residência.

"Os infelizes tinham caminhado o dia
inteiro, estavam cansados e famintos."

Fabiano:

Fabiano, homem embrutecido capaz de perceber suas limitações, filho e neto de vaqueiros, apossa-se da casa abandonada. Porém, o fazendeiro volta por causa da melhoria do tempo e, depois de expulsar a família, acaba aceitando Fabiano como vaqueiro. 


"Você é um bicho, Fabiano. "Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer as dificuldades."
Fabiano sabe que seu nível de rudeza está próximo do mundo animal e percebe que não consegue falar com clareza, apesar de admirar as pessoas que conseguem se expressar, lembrando-se de seu Tomás da bolandeira: "Seu Tomás da bolandeira falava bem, estragava os olhos em cima de jornais e livros, mas não sabia mandar: pedia."

O patrão mostra autoridade descompondo Fabiano, que se desculpava e prometia emendar-se, pois sabia que não podia perder o emprego e que o fazendeiro só precisava mostrar autoridade. Na verdade, sabia que a seca ia chegar, que nem valia a pena trabalhar.
Fabiano tem grandes dificuldades lingüísticas, porém é consciente delas. Seu vocabulário é mínimo, reduzindo-se, às vezes, a sons guturais.

Cadeia:

Fabiano vai à feira da cidade para fazer compras, toma pinga e percebe que seu Inácio coloca água em tudo que vende. Sai e senta-se na calçada. Um soldado amarelo bate-lhe no ombro e convida-o para jogar trinta-e-um. Fabiano procura palavras para recusar o convite, porém, como soldado é autoridade, acaba acompanhando-o, joga, perde e sai furioso da sala, contrariando a ordem do soldado que o mandava esperar. O vaqueiro estava pensando numa desculpa para dar à mulher quando o soldado, de repente, empurra-o e planta o salto da botina em cima da alpercata de Fabiano, que solta um palavrão, ofendendo a mãe do soldado. Levado para a cadeia, o vaqueiro apanha muito e, novamente, analisa sua situação de homem- bicho:

"Vivia preso como um novilho amarrado ao
mourão, suportando ferro quente."


Fabiano deseja vingar-se, mas muda de idéia quando pensa na família, considerando que, assim como o patrão, o soldado precisava exercer seu autoritarismo.

Sinha Vitória:

Sinha pensa em vender as galinhas para realizar o sonho que tinha havia mais de um ano: possuir uma cama de lastro de couro igual à de seu Tomás, constatando que só faltava a cama para serem felizes. Tem medo de uma nova seca, porém a companhia do marido a faz sentir-se segura.

"Sentou-se na janela baixa da cozinha, desgostosa. Venderia as galinhas e a marrã, deixaria de comprar querosene. Inútil consultar Fabiano, que sempre se entusiasmava, arrumava projetos. Esfriava logo – e ela franzia a testa, espantada, certa de que o marido se satisfazia com a idéia de possuir uma cama. Sinha Vitória desejava uma cama real, de couro e sucupira, igual à de seu Tomás da bolandeira."

Sinha Vitória é mais inteligente que os demais, parecendo ter conhecimento decorrente de outro meio social, controlando as contas e os sonhos de todos.

O menino mais novo:

O ideal de vida do menino mais novo é ser igual ao pai, forte e vaqueiro. Sua emoção maior aconteceu quando a cilha arrebentou e o pai, para espanto e entusiasmo do filho, caiu em pé.

"O menino deitou-se na esteira, enrolou-se e fechou os olhos. Fabiano era terrível. No chão, despidos os couros, reduzia-se bastante, mas no lombo da égua alazã era terrível." 

No dia seguinte, foi para o bebedouro e, quando o bode chegou para beber, saltou sobre ele, mas os pulos foram tantos que o menino acabou caindo no meio da lama, sob as risadas do irmão mais velho, a reprovação de Baleia e o medo da possibilidade de surra.

O menino mais velho:

O menino mais velho sente curiosidade pelo significado da palavra inferno e, sem uma resposta elucidativa do pai, procura a mãe, que aludiu vagamente a um lugar ruim demais. O filho pergunta à mãe se o tinha visto e ela, indignada, aplica-lhe um cocorote. O menino, seguido pela cachorra, sai de casa. A cadela tenta distraí-lo brincando, oferecendo-lhe a amizade que ele tanto procurava.

"Como era possível haver estrelas na terra? Entristeceu. Talvez sinha Vitória dissesse a verdade. O inferno devia estar cheio de jararacas e suçuaranas, e as pessoas que moravam lá recebiam cocorotes, puxões de orelhas e pancadas com bainha de faca." 

Os dois irmãos têm sonhos bem distintos: o menino mais novo, ainda encantado, sonha ser igual ao pai e sobressair-se realizando algo; o menino mais velho deseja conhecer o significado da palavra inferno, desvendar a vida e ter amigos. Ambos podem ser considerados sinédoque da criança nordestina.

Inverno:

Fazia frio intenso e a família reuniu-se em torno do fogo. Fabiano procura conversar e, por meio de monossílabos e frases sem sentido, tenta contar uma história, mas é interrompido pelo filho que vai buscar lenha. Recomeça a obscura história e é novamente interrompido com uma discussão entre os meninos.

"Baleia, imóvel, paciente, olhava os carvões e esperava que a família se recolhesse. Enfastiava-a o barulho que Fabiano fazia."

Baleia enjoou da história e queria que todos se deitassem para que ela pudesse dormir também. Todos têm medo da tempestade, pois ela é sinal de seca.

Festa:

Era festa de Natal na cidade. Todos se sentiam mal nas roupas que não eram normalmente usadas, principalmente incomodados pelos sapatos. Na igreja, os meninos se encantavam com as imagens e as luzes. Fabiano evitava falar com as pessoas da cidade, desconfiado de todos. Na verdade, sentiam-se humilhados em contato com as outras pessoas. Ao terminar a missa, as crianças foram brincar nos cavalinhos, enquanto Fabiano embriagava-se. Baleia desapareceu por momentos, deixando todos preocupados. A festa termina, Sinha Vitória sonha com sua cama de couro e Fabiano tem pesadelos com muitos soldados amarelos.

"Fabiano roncava de papo para cima, as abas do chapéu cobrindo-lhe os olhos, o quengo sobre as botinas de vaqueta. Sonhava, agoniado, e Baleia percebia nele um cheiro que o tornava irreconhecível. Fabiano se agitava, soprando. Muitos soldados amarelos tinham aparecido, pisavam-lhe os pés com enormes reiúnas e ameaçavam-no com facões terríveis."

Baleia:

Baleia estava doente, prestes a morrer. Fabiano achou que ela estava com hidrofobia e apressou a morte do animal. Os meninos ficaram inconsoláveis pela perda da irmã e o coração de Sinha Vitória também ficara pesado. Baleia desconfiou das intenções de Fabiano, que acaba acertando-lhe um tiro nos quartos traseiros. Ela foge e, em meio à agonia, misturam-se presente, passado e futuro nos pensamentos dela, sonhando com outro tipo de vida. Não podia entender o porquê da atitude de Fabiano.

"Baleia encostava a cabecinha fatigada na pedra. A pedra estava fria, certamente sinha Vitória tinha deixado o fogo apagar-se muito cedo. Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes." 

Baleia era considerada pessoa da família, sensível, fiel, humanizada, enquanto Fabiano animaliza-se e acredita ser bicho em face das condições de vida de um típico retirante. Note que a cachorrinha possui nome próprio e os meninos, não.

Contas:

O patrão roubava Fabiano na hora da partilha, obrigando-o a vender seus cabritos por um valor muito pequeno. Sinha Vitória fazia as contas para Fabiano e elas não conferiam com as do patrão. 

"Não se conformou: devia haver engano. Ele era bruto, sim senhor, via-se perfeitamente que era bruto, mas a mulher tinha miolo." 

Um dia, Fabiano reclamou e o patrão mandou-o procurar serviço em outro lugar. Então, o vaqueiro desculpou-se e foi tentar vender um porco magro para cobrir as despesas, mas um fiscal da prefeitura acabou infligindo-lhe um imposto e uma multa pela tentativa de venda.

O soldado amarelo:

Em meio à caatinga deserta, Fabiano encontra-se com o soldado amarelo que o havia prendido. Por um segundo passa-lhe pela cabeça a idéia da vingança, pois percebeu que podia dar fim ao soldado com facilidade já que ele tremia acovardado. Fabiano afrouxou-se, pensou que apanhar do governo não é desfeita. O soldado, percebendo a mudança do vaqueiro, perguntou-lhe o caminho e ele, tirando o chapéu, curvado, ensinou-lhe.


"Afastou-se, inquieto. Vendo-o acanalhado e ordeiro, o soldado ganhou coragem, avançou, pisou firme, perguntou o caminho. E Fabiano tirou o chapéu de couro. – Governo é governo. Tirou o chapéu de couro, curvou-se e ensinou o caminho ao soldado amarelo."

O soldado amarelo é símbolo de repressão e do autoritarismo pelo qual é comandado (ditadura Vargas), porém não é forte sozinho; sem as ordens da ditadura, é fraco e acovarda-se diante de Fabiano.

O mundo coberto de penas:

O mulungu cobria-se de arribações e era um sinal evidente de que a seca estava voltando, prenúncio de miséria e sofrimento. As aves consumiam a água que mantinha vivos os animais, segundo Sinha Vitória e, no desespero, Fabiano procura abater com a espingarda as aves que pode. Pensou em Baleia, em recordações dolorosas, na covardia, no soldado amarelo, no patrão. 

"Se a cachorra Baleia estivesse viva, iria regalar-se. Porque seria que o coração dele se apertava? Coitadinha da cadela. Matara-a forçado, por causa da moléstia. Depois voltara aos látegos, às cercas, às contas embaraçadas do patrão. Subiu a ladeira, avizinhou-se dos juazeiros. Junto à raiz de um deles a pobrezinha gostava de espojarse, suspirou, sentiu um peso enorme por dentro. Se tivesse cometido um erro? Olhou a planície torrada, o morro onde os preás saltavam, confessou às catingueiras e aos alastrados que o animal tivera hidrofobia, ameaçara as crianças. Matara-o por isso." 

Era necessário abandonar aquele lugar.

Fuga:

A fazenda estava despovoada. Fabiano e a família partem de madrugada em silêncio, deixando para trás o sonho. Sinha Vitória lembra-se de Baleia e chora. Fabiano espera que algo aconteça e reverta a situação, por isso caminha lentamente. Marido e mulher amparam-se e pensam juntos pela primeira vez. Sinha Vitória fala da esperança de dias melhores, cultivariam um pedaço de terra, os meninos iriam para a escola e seriam diferentes dos pais.
"Iriam para diante, alcançariam uma terra desconhecida. Fabiano estava contente e acreditava nessa terra, porque não sabia como ela era nem onde era. Repetia docilmente as palavras de sinha Vitória, as palavras que sinha Vitória murmurava porque tinha confiança nele. E andavam para o sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande, cheia de pessoas fortes. Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. Eles dois velhinhos, acabandose como uns cachorros, inúteis, acabando-se como Baleia. Que iriam fazer? Retardam-se temerosos. Chegariam a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, sinha Vitória e os dois meninos."

Resumo de Livro Vidas Secas
Autor Graciliano Ramos
Literatura Brasileira

Resumo de Livros - Livro Iracema - Autor José de Alencar | Blog MEGACUBOBRASIL


Resumo de Livro Iracema
Autor José de Alencar
Literatura Brasilleira

Introdução do Livro Iracema

As desventuras da filha do pajé dos tabajaras, que se apaixona pelo primeiro colonizador do Ceará, contadas com uma refinada prosa lírica.

Personagens do Livro:

IRACEMA – (lábios de mel) – índia da tribo dos tabajaras, filha de Araquém, velho pajé; era uma espécie de vestal (no sentido de ter a sua virgindade consagrada à divindade) por guardar o segredo de Jurema (bebida mágica utilizada nos rituais religiosos); anagrama de América.
MARTIM SOARES MORENO – guerreiro branco, amigo dos pitiguaras, habitantes do litoral, adversários dos tabajaras; os pitiguaras lhe deram o nome de Coatiabo.
POTI – herói dos pitiguaras, amigo – que se considerava irmão – de Martim.
IRAPUÃ - chefe dos tabajaras; apaixonado por Iracema.
CAUBI – índio tabajara, irmão de Iracema.
JACAÚNA – chefe dos pitiguaras, irmão de Poti.

Enredo do Livro Iracema:

Durante uma caçada, Martim se perdeu dos companheiros pitiguaras e se pôs a caminhar sem rumo durante três dias.
No interior das matas pertencentes à tribo dos tabajaras, Iracema se deparou com Martim. Surpresa e amedrontada, a índia feriu o branco no rosto com uma flechada. Ele não reagiu. Arrependida, a moça correu até Martim e ofereceu-lhe hospitalidade, quebrando com ele a flecha da paz.
Martim foi recebido na cabana de Araquém, que ali morava com a filha. Ao cair da noite, Araquém havia deixado seu hóspede sozinho, para que ele fosse servido pelas mais belas índias da tribo. O jovem branco estranhou que entre elas não estivesse Iracema, a qual lhe explicou que não poderia servi-lo porque era quem conhecia o segredo da bebida oferecida ao pajé e devia prepará-la.
Naquela noite, os tabajaras recepcionavam festivamente seu grande chefe Irapuã, vindo para comandar a luta contra os inimigos pitiguaras. Aproveitando-se da escuridão, Martim resolveu ir-se embora. Ao penetrar na mata, surgiu-lhe à frente o vulto de Iracema. Visivelmente magoada, ela o seguira e lhe perguntou se alguém lhe fizera mal, para ele fugir assim. Percebendo sua ingratidão, Martim se desculpou. Iracema pediu-lhe que esperasse, para partir, a volta, no dia seguinte, de Caubi, que o saberia guiar pela mata. O guerreiro branco voltou com Iracema e dormiu sozinho na cabana.
Na manhã seguinte, incitados por Irapuã, os tabajaras se prepararam para a guerra contra os pitiguaras, que estavam permitindo a entrada dos brancos. Martim foi passear com Iracema. Ele estava triste; ela lhe perguntou se eram saudades da noiva, que deixara para trás. Apesar da negativa de Martim, a moça o levou para um bosque silencioso e prometeu fazê-lo ver a noiva; deu-lhe gotas de uma bebida que ela preparou. Após tomá-las, Martim adormeceu e sonhou com Iracema; inconsciente, ele pronunciou o nome da índia e a abraçou; ela se deixou abraçar e os dois se beijaram. Quando Iracema ia se afastando, apareceu Irapuã, que declarou amor à assustada moça e ameaçou matar Martim. Diante da reação contrária dela, Irapuã se foi, ainda mais apaixonado. Apaixonada, porém, estava Iracema por Martim e passou a ficar preocupada pela vida dele.
Na manhã seguinte, Martim achou Iracema triste, ao anunciar-lhe que ele poderia partir logo. Para fazê-la voltar à alegria, ele disse que ficaria e a amaria. Mas a índia lhe informou que quem se relacionasse com ela morreria, porque, por ser filha do pajé, guardava o segredo da Jurema. Ambos sofriam com a idéia da separação.
Seguindo Caubi, Martim partiu triste, acompanhado por Iracema, também triste. Com um beijo, os dois se despediram e o branco continuou sua caminhada somente com Caubi. Irapuã, à frente de cem guerreiros, cercou os caminhantes para matar Martim. Caubi se opôs e soltou o grito de guerra, ouvido na cabana por Araquém e pela filha. Esta correu e assistiu à cena; Irapuã ameaçava Martim, que se mantinha calmo. A moça quis persuadi-lo a fugir; ele não aceitou a idéia, resolveu enfrentar Irapuã, apesar de Caubi provocar o enciumado tabajara para lutar com ele. Quando Irapuã e Caubi iam começar uma luta corpo a corpo, ouviu-se o som de guerra dos pitiguaras, que vinham atacar os tabajaras. Chefiados por Irapuã, os índios correram para enfrentar o inimigo. Só Iracema e Martim não se movimentaram.
Como não encontrasse os pitiguaras – provavelmente escondidos na mata, Irapuã achou que o grito de guerra fora um estratagema usado por Iracema para afastá-lo de Martim. Então foi procurá-lo na cabana de Araquém. Protegendo seu hóspede, o velho pajé ameaçou matar Irapuã se ele levantasse a mão contra Martim. Para afastar o irado chefe, Araquém provocou o ronco da caverna que os índios acreditavam ser a voz de Tupã quando discordava do que acontecia. Na verdade, esse ronco era um efeito acústico que Araquém forjava. Mediante isso, Irapuã se afastou.
No silêncio da noite, ouviu-se na cabana de Araquém o grito semelhante ao de uma gaivota. Iracema disse ser o sinal de guerra dos pitiguaras; Martim reconheceu o som que emitia seu amigo Poti. Iracema ficou com medo porque a fama da bravura de Poti era conhecida e temida: ele estaria vindo para libertar seu amigo, destruindo os tabajaras? A moça ficou triste, mas garantiu fidelidade a Martim, mesmo à custa da morte de seus irmãos de raça. O branco tranqüilizou-a, afirmando que fugiria, para evitar o conflito. A índia foi encontrar-se com Poti para lhe dizer que Martim iria com ele, escondido, a fim de evitar um conflito das tribos inimigas. Antes de sair, ela ouviu do pai, em segredo, a recomendação de que, se os camandados de Irapuã viessem matar Martim, ela o escondesse no subterrâneo da cabana, vedado por uma grande pedra. Não era prudente Martim afastar-se às claras porque poderia ser seguido. Nisso, apareceu Caubi para alertar a irmã e Martim de que os tabajaras tencionavam matar o branco. Iracema pediu ao irmão que levantasse a pedra para ela e Martim entrassem no esconderijo e que ele ficasse de guarda.
Irapuã chegou à porta da cabana, acompanhado de seus subordinados, todos bêbados, e discutiu com Caubi. Nesse instante, reboou o trovão de Tupã. O vingativo chefe não se acalmava. Reboou mais uma vez o trovão, que os índios entenderam como sendo a ameaça de Tupã. Cercaram o chefe e o levaram de lá, amedrontados.
No interior da caverna, Iracema e Martim ouviram a voz de Poti, embora sem vê-lo. Ele lhes declarou que estava vindo sozinho para levar Martim, seu irmão branco. Por sugestão de Iracema, ficou combinado que Martim fugiria ao encontro de Poti só na mudança da lua, ocasião em que os tabajaras estariam em festa e assim ficaria mais fácil os dois evitarem o encontro com o irado Irapuã.
À noite, na cabana, ausente Araquém, Martim, ao lado de Iracema, não conseguia dormir: desejava-a, mas ela era proibida. Então, ele lhe pediu que trouxesse vinho para apressar o sono. Dormiu e sonhou com Iracema, chamando-a; ela acorreu acordada. Ainda dormindo, sonhou que se abraçavam, sendo que Iracema o abraçou de verdade. Na manhã seguinte, Martim se afastou da moça, dizendo que só podia tê-la em sonho. Ela guardou o segredo do abraço real e foi banhar-se no rio. Mal sabia Martim que Tupã havia acabado de perder sua virgem.
No final da tarde, quando a lua apareceu, os tabajaras se reuniram em torno do pajé, levando-lhe oferendas. Iracema dirigiu-se à cabana do pai para buscar Martim e conduzi-lo até Poti que o aguardava escondido a fim de levá-lo, livrando-o de Irapuã. Iracema os acompanhou até o limite das terras tabajaras. Quando Martim insistiu em que ela retornasse para a tribo, ela lhe revelou que não poderia fazer isso, porque já era sua esposa. Surpreso, Martim ficou sabendo que tinha sido realidade o que sonhara. Ao escurecer, interromperam a caminhada e Martim passou a noite na rede com Iracema. Ao raiar da manhã, Poti, preocupado, os chamou, alertando que os tabajaras já estavam na sua perseguição, informação que ele colheu escutando as entranhas da terra. Envergonhado, Martim pediu que Poti levasse Iracema e o deixasse só, pois ele merecia morrer. O amigo disse que não o largaria. Iracema apenas sorriu e continuou com eles.
Irapuã e seus comandados chegaram ao local onde estavam os fugitivos. Acorreram também os pitiguaras, sob a chefia de Jacaúna. Travou-se o inevitável combate. Jacaúna atacou Irapuã; Caubi, agora com ódio do raptor de sua irmã, atacou Martim, mas, a pedido de Iracema, o branco simplesmente se defendeu, pois ela disse que, se Caubi tivesse que morrer, isso aconteceria pelas mãos dela. Então, Martim deixou Caubi por conta de Poti, que já havia matado vários tabajaras, e enfrentou Irapuã, afastando Jacaúna. A espada de Martim espatifou-se no choque com o tacape. Quando Irapuã avançou contra o banco desarmado, Iracema arrojou-se contra o chefe tabajara e o impediu de prosseguir a luta. Nesse instante, soou o canto de vitória: Jacaúna e Poti haviam vencido. Os tabajaras fugiram, levando Irapuã com eles. Iracema chorou vendo seus irmãos de raça mortos.
Poti retornou à sua taba, às margens do rio, feliz por ter salvo seu irmão branco. Iracema estava triste por ficar hospedada na trigo inimiga de seu povo. Ciente disso, Martim resolveu procurar um lugar afastado para morarem. Puseram-se a caminho o casal e Poti, que fez questão de acompanhá-los. Acharam um local apropriado. Martim pensava em trazer seus soldados para se aliarem aos pitiguaras contra os tabajaras.
Na nova rotina diária, Poti e Martim caçavam, Iracema colhia frutas, passeava pelos campos, arrumava a cabana, sempre na expectativa da volta de Martim. Grávida, ela aguardava a hora do parto e já não sentia mais contrariedade por ter saído de sua nação. Com festas, Martim foi introduzido na tribo pitiguara adotando o nome de Coatiabo.
Com o passar do tempo, Coatiabo começou a entrar em depressão. Iracema não o fascinava tanto. Ele vivia mais afastado, tomado pela lembranças do passado anterior à vida na selva. Ficava olhando as embarcações passando a longe no mar, sem dar muita atenção à índia.
Certo dia, chegou até à região dos três um índio que, a mando de Jacaúna, convocou Poti para a guerra: uns brancos haviam se aliado a Irapuã para combater os pitiguaras. Martim fez questão de ir com o amigo.
Os dois guerreiros partiram sem se despedir de Iracema. Ao caminharem ainda no território de sua nação, à beira de um lago, Poti fincou no chão uma flecha de Martim e atravessou nela um goiamum que ele acabara de abater, sabendo que a índia, ao ver a seta daquele jeito, entenderia o sinal de que o esposo havia partido. Martim entrelaçou nela uma flor de maracujá. De fato, quando Iracema foi se banhar no dia seguinte, viu a flecha, entendeu seu significado e chorou. Voltou triste para a cabana. Todos os dias ela retornava e tinha confirmação de que Martim estava longe. Seus dias passaram a ser muito tristes. Numa dessas manhãs, ouviu o som da jandaia que a acompanhava quando morava entre os seus. Comoveu-se, arrependeu-se de havê-la deixado para trás e de novo a tornou sua amiga de todas as horas.
Os dois guerreiros retornaram da batalha, vitoriosos. Graças à participação de Martim, que atuou eficazmente, os pitiguaras venceram, pois, sem a cooperação da raça branca, haveria o empate das forças indígenas adversárias.
De novo em sua cabana, Martim e Iracema se amaram como no início de seu relacionamento. Aos poucos, porém, ele voltou a se isolar triste, olhando para os horizontes infinitos do mar, com saudade de sua gente. Iracema se afastava, também triste. Martim sabia que, se voltasse para sua terra, ela o acompanharia; então, ele estaria tirando dela um pedaço de sua vida, que era a convivência com seus parentes e amigos nas selvas.
Martim negava que estivesse com saudade da namorada branca que deixara em sua terra, mas a tristeza de Iracema crescia porque ela não acreditava na negativa dele; então, a desconsolada índia prometia que sairia da sua vida tão logo nascesse o filho.
Um dia, apareceu no mar, ao longe, um navio dos guerreiros brancos que vinham aliar-se aos tupinambás para lutarem contra os pitiguaras. Poti e Martim armaram uma estratégia de defesa. Esconderam seus guerreiros e atacaram os inimigos de surpresa. A vitória foi retumbante.
Enquanto Martim estava combatendo, Iracema teve sozinha o filho, a quem chamou de Moacir, filho da dor. Certa manhã, ao acordar, ela viu à sua frente o irmão Caubi, que, saudoso, vinha visitá-la, trazendo paz. Admirou a criança, porém surpreendeu-se com a tristeza da irmã, que pediu a ele que voltasse para junto de Araquém, velho e sozinho. 
De tanto chorar, Iracema perdeu o leite para alimentar o filho. Foi à mata e deu de mamar a alguns cachorrinhos; eles lhe sugaram o peito e dele arrancaram o leite copioso para voltar a amamentar. A criança estava se nutrindo, mas a mãe perdera o apetite e as forças, por causa da tristeza.
No caminho de volta, findo o combate, Martim, ao lado de Poti, vinha apreensivo: como estaria Iracema? E o filho? Lá estava ela, à porta da cabana, no limite extremo da debilidade. Ela só teve forças para erguer o filho e apresentá-lo ao pai. Em seguida, desfaleceu e não mais se levantou da rede. Suas últimas palavras foram o pedido ao marido de que a enterrasse ao pé do coqueiro de que ela gostava tanto. O sofrimento de Martim foi enorme, principalmente porque seu grande amor pela esposa retornara revigorado pela paternidade. O lugar onde se enterrou Iracema veio a se chamar Ceará.
Martim retornou para sua terra, levando o filho. Quatro anos depois, eles voltaram para o Ceará, onde Martim implantou a fé cristã. Poti se tornou cristão e continuou fiel amigo de Martim. Os dois ajudaram o comandante Jerônimo de Albuquerque a vencer os tupinambás e a expulsar o branco tapuia. De vez em quando, Martim revia o local onde fora tão feliz e se doía de saudade. A jandaia permanecia cantando no coqueiro, ao pé do qual Iracema fora enterrada. Mas a ave não repetia mais o nome de Iracema. "Tudo passa sobre a terra." 

Comentários do Livro Iracema:

No século XIX, os condutores do Brasil se dividiam entre a origem portuguesa e os interesses nacionais. Aqueles que desejavam tornar o país uma grande nação não tinham um passado coerente, só esperavam o futuro, não sabiam como traçar o perfil de uma identidade brasileira.
O indianismo romântico nasceu numa jovem nação libertada, que precisava "inventar" um passado heróico, mítico, lendário, lançar arquétipos de nacionalidade, encontrar um rosto que nos identificasse e nos distinguisse da Europa. Gonçalves Dias e Alencar fundaram a mitologia indianista num mundo edênico. Todavia, as raízes européias fizeram de nosso índio o "bom selvagem" de Rousseau, personagem de um povo colonizado dependente da Europa, em busca de auto-afirmação. Por isso se elaborou ma visão artificial de nossas origens e o perfil europeizante e cavalheiresco de nosso índio, situação satirizada pelos modernistas, principalmente Oswald de Andrade.
O indianismo de Alencar foi, portanto, uma proposta de valorizar o passado e de delinear o retrato do brasileiro: "Ubirajara", antes da efetiva colonização portuguesa, selvagens alheios a qualquer influência estrangeira; "Guarani", durante a colonização portuguesa, que foi desaparecendo por ação da natureza e pela promessa de outra raça (Ceci e Peri); "Iracema" cumpre esse objetivo de modo mais humano, menos épico, sob a forma de lenda apoiada sobre fundamento histórico (Alencar recorre ao século XVII para construir a lenda da fundação do povo brasileiro).
O livro saiu publicado em 1865, com o nome "Iracema" e com a indicação: lenda do Ceará.
Parece ter-se inspirado Alencar no livro "Atala e René" (1801), do francês Chateaubriand, que, por sua vez, foi uma versão das histórias imaginadas na Europa de então: náufrago europeu apaixonado por alguma nativa americana, africana ou asiática. (No caso de Chateaubriand, a história passa-se na região do baixo Mississipi, no início da extinção dos índios natchez, localizados em Luisiana, região da América Francesa).
No prólogo, o próprio Alencar designou o livro como cearense, escrito dedicado aos cearenses por um cearense ausente. Ele oferece a seguinte fundamentação histórica da obra: em 1603, foi fundado o primeiro povoado colonial no Ceará, com o nome de Nova Lisboa, que veio a ser destruído pelos indígenas. Em 1608, reconstituiu-se a colonização numa expedição da qual participou Martim Soares Moreno, que ficou amigo de Jacaúna e Poti. Eles habitavam nas margens do rio Acaracu, mas acabaram estabelecendo-se nas proximidades do recente povoado, para protegê-lo contra os índios do interior e os franceses. Poti, que recebeu o nome cristão de Antônio Filipe Camarão, e Martim se celebrizaram por sua atuação na expulsão dos holandeses.
No epílogo, o autor afirmou ter sido sua intenção original construir um poema com o assunto. Contudo, iria ser um poema longo e talvez não compreendido pelos leitores. Acabou optando pelo romance, cujos erros da primeira edição ele gostaria de corrigir na segunda edição.
Trata-se de uma lenda do Ceará, pois realizou a fusão dos mitos indígenas e dos elementos da natureza. Exemplos de mitos: nascimento de Moacir, primeiro cearense, primeiro brasileiro, primeiro homem americano, resultado primeiro da mistura das raças índia e portuguesa; morte de Iracema; retorno de Martim; conversão de Poti.
Alencar profetizou o que não viu sobre a nação brasileira que ele fazia nascer em "Iracema": o filho da dor – ou seja, o brasileiro – só foi alimentado pela mãe à custa do próprio sangue dela, que morreu para que o filho vivesse e crescesse à imagem e semelhança do pai; as raças se uniriam sendo expulsas do paraíso inicial e se reequilibrando sem final feliz.
Significado fundamental da lenda sobre o amor de Iracema e Martim: representação do processo de conquista e colonização do Brasil (o desejo, a sedução, o amor declarado, a morte de Iracema – do Brasil primitivo - , a sobrevivência de Martim – o elemento branco – e do filho – o brasileiro miscigenado).
O argumento do livro pode assim ser resumido: os integrantes do casal-protagonista isolam-se de suas comunidades originárias (a inspiração lírica de um idílio amoroso envolve componentes épicos e históricos).
"A história de amor foi tragada pelo tempo (Tudo passa sobre a terra), enquanto o discurso pede passagem para debater a questão da nacionalidade." (Eliana Yunes).
"Iracema" é um poema em prosa: no conteúdo, há o predomínio do lirismo na relação amorosa do casal protagonista, deixando em segundo plano a ação e abandonando o tom épico de "Guarani"; na forma, há linguagem sonora, plena de símiles (figuras de comparação) e de dípticos (símiles ampliados).
A linguagem rompeu com padrões estilísticos e gramaticais portugueses, sobretudo pelo emprego acentuado do vocabulário tupi, esforço de criação de um romance tipicamente brasileiro. Esse brasileirismo de Alencar não se restringiu apenas à linguagem, ele pretendeu adequar as características gerais do Romantismo europeu a uma mitologia indígena-nacionalista, para representar as origens do país em seu processo de colonização.
Na segunda edição, Alencar afirmou : "O conhecimento da língua indígena é o melhor critério para a nacionalidade da literatura. Ele nos dá não só o verdadeiro estilo, como as imagens poéticas dos selvagens, os modos de seu pensamento, as tendências de seu espírito, e até as menores particularidades de sua vida. É nessa fonte que deve beber o poeta brasileiro; é dela que há de sair o verdadeiro poema nacional, tal como eu o imagino".

Resumo de Livro - Iracema
Autor José de Alencar
Literatura Brasileira 

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Veronika Decide Morrer
Escritor Paulo Coelho
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Sinopse do Livro Veronika Decide Morrer

Resumo:

A loucura é a incapacidade de comunicar-se. Entre a loucura e a normalidade, que no fundo são a mesma coisa, existe um estado intermediário: chama-se , ser diferente? E as pessoas estavam cada vez com mais medo de ser diferentes? No Japão, depois de ter pensado muito sobre a estatística que acabara de ler, me veio a idéia de escrever um livro sobre a minha própria experiência. Escrevi Veronika decide morrer na terceira pessoa, usando meu ego feminino, porque sabia que a minha experiência de internação não era o que interessava, mas sim os riscos de ser diferente, e o horror de ser igual.

Livro Veronika Decide Morrer Autor Paulo Coelho
 
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Resumo de Livros - Livro Senhora - Autor José de Alencar | Blog MEGACUBOBRASIL



Resumo de Livro: Senhora
Autor : José de Alencar
Estilo: Literatura Brasileira



Enquanto romance urbano, anterior ao advento do Realismo em nossa literatura, ele é fundamentalmente uma crônica de costumes, um retrato da Corte ou da sociedade fluminense na segunda metade do século 19. Ou seja o texto focaliza a época em que o próprio escritor, José de Alencar, viveu. Nesse sentido, é muito apropriado o comentário do crítico Alfredo Bosi sobre os romances urbanos do autor:
"José de Alencar", cioso da própria liberdade, navega feliz nas águas do remoto e do longínquo. É sempre com menoscabo ou surda irritação que olha o presente, o progresso, "a vida em sociedade"; e quando se detém no juízo da civilização, é para deplorar a pouquidade das relações cortesãs, sujeitas ao Moloc do dinheiro. Daí o mordente de suas melhores páginas dedicadas aos costumes burgueses em 'Senhora' e 'Lucíola'".
Em outras palavras, Alencar critica a sociedade que lhe é contemporânea, não a partir da perspectiva de uma transformação futura, mas na da nostalgiaficção pode reviver plenamente. De qualquer modo, é em "Senhora" e "Lucíola" que atinge o ponto alto em termos de críticasocial e procura se aprofundar na psicologia das personagens femininas, traçando o que se convencionou chamar de seus "perfis de mulher". de um passado que só na
De qualquer modo, publicado em 1875, "Senhora" traz característicasromânticas, como se pode ver pelo núcleo de seu enredo, simples, atrelado ao esquematismos dos dramas de amor do Romatismo: Aurélia Camargo, filha de uma pobre costureira, apaixonou-se por FernandoSeixas, a quem namorou. Este, porém, desfez a relação, movido pela vontade se se casar com uma moça rica, Adelaide Amaral. inequivocamente
Passado algum tempo, Aurélia, já órfã, recebe uma grande herança do avô e ascende na escala social. Ainda ressentida com o antigo namorado, resolve vingar-se dele. Sabendo que Fernando, ainda solteiro, andava em dificuldades financeiras, resolve comprá-lo para marido. Na época, o Segundo reinado, vigora o regime de casamento dotal, em que o pai da noiva (ou, no caso, ela mesma) deveria dar um dote ao futuro marido.
Assim, através de um procurador, Fernando recebe uma proposta de casamento e a aceita sem saber exatamente com quem se casará - interessa-lhe apenas o dinheiro, cem contos de réis, que vai receber por isso. Ao descobrir que sua noiva é Aurélia, Fernando se sente um felizardo, pois, na verdade, nunca deixara de amá-la. E abre seu coração para ela.
A jovem, porém, na noite de núpcias, deixa claro: "comprou-o" para representar o papel de marido que uma mulher na sua posição social deve ter. Dormirão em quartos separados. Aurélia não só não pretende entregar-se a ele, como aproveita as oportunidades que o cotidiano lhe oferece para criticá-lo com ironia. Durante meses, uma relação conjugal marcada pelas ofensas e o sarcasmo se desenvolve entre os dois.
Fernando, todavia, trabalha e realiza um negócio que lhe permite levantar o dinheiro que devia a Aurélia. Desse modo, propõe-se a retituir-lhe a quantia em troca da separação. Considerando o gesto uma prova da regeneração de Fernando, Aurélia, que nunca deixara de amá-lo, é vencida pelo amor. Ao receber o dinheiro, entrega-lhe a chave de seu quarto e o casamento se consuma, afinal.


Resumo: Livro - Senhora
Autor : José de Alencar

Literatura Brasileira


sábado, 7 de novembro de 2009

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Sinopse do Livro O Zahir de Paulo Coelho


O Zahir é um livro de Paulo Coelho. Foi lançado primeiro no Irã para poder ser registrado como obra local daquele país para que possam ser processados aqueles que fizerem cópias ilegais do livro em língua persa. O Zahir teve o maior lançamento simultâneo em várias línguas de uma obra em língua portuguesa, 44 no total.
Para escrever O Zahir, Paulo Coelho passou uma temporada no Casaquistão, país onde a obra se situa, chegando a participar de uma caça à raposa. O livro é altamente auto-biografico embora seja uma obra de ficção.

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Livro O Zahir Paulo Coelho


Livro - Zahir

Escritor Paulo Coelho 
Estilo - Literatura Nacional

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

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Sinopse do Livro O Dom Supremo de Henry Drummond 
Adaptado por Paulo Coelho

Baseado no livro A Melhor Coisa do Mundo, no qual o pastor Henry Drummond fala sobre um trecho da carta de São Paulo aos Conríntios.

Henry Drummond - Livro O Dom Supremo
Adaptação - Paulo Coelho

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Livro - O Dom Supremo
Escritor Henry Drummond
Adaptado por Paulo Coelho
Estilo - Literatura Nacional
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terça-feira, 3 de novembro de 2009

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Sinopse do Livro O Diário de um Mago de Paulo Coelho

"Cheguei à cidade depois de tomar um ônibus da linha entre Pedrafita e Compostela. Em 4 horas fizemos os 150 km que separavam essas duas cidades e me lembrei da minha peregrinação: às vezes precisava de duas semanas para percorrer essa mesma distância a pé. Dentro de pouco tempo pegarei um avião de volta para o Brasil... Tenho muito o quê fazer. Passa pela minha cabeça a idéia de escrever um livro sobre o que vivi. Mas esta é ainda uma idéia remota..." 

Paulo Coelho - Livro O Diário de um Mago

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Livro - O Diário de um Mago
Escritor Paulo Coelho 
Estilo - Literatura Nacional
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Baixar Livro - Maktub 2 - Escritor Paulo Coelho - Download Gratis | Blog MEGACUBOBRASIL


Sinopse do Livro Maktub 2


"Maktub não é um livro de conselhos, mas uma troca de experiências. Grande parte do livro - Maktub, é composto de ensinamentos de meu mestre, no decorrer de 11 longos anos de convivência. Outros textos são relatos de amigos, ou pessoas que cruzei uma vez, mas me deixaram uma mensagem inesquecível. Finalmente existem livros que li, e as histórias que, como diz o jesuíta Anthony Mello, pertencem herança espiritual da raça humana."
Paulo Coelho - Livro Maktub 2

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 Livro - Maktub 2
Escritor Paulo Coelho 
Estilo - Literatura Brasileira 
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domingo, 1 de novembro de 2009

Baixar Livro - O Demônio e a Srta. Prym - Escritor Paulo Coelho - Download Gratis | Blog MEGACUBOBRASIL


Sinopse do Livro O Demônio e a Srta. Prym


A história do Livro - O Demônio e a Srta. Prym de Paulo Coelho, trata da ganância. Quando um viajante acompanhado de um demônio chega a uma pequena cidade e pede a Chantal Prym que avise a cidade: ele oferece dez barras de ouro para que os habitantes da cidade cometam um assassinato.
Criticando a ganância e mostrando que o passado de uma pessoa pode acabar com o futuro de muitas outras, Paulo Coelho mostra com um ser pode acabar com outros.
Paulo Coelho - Livro O Demônio e a Srta. Prym


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 LivroO Demônio e a Srta. Prym 
Escritor Paulo Coelho 
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sábado, 31 de outubro de 2009

Baixar Livro - Na margem do rio piedra eu sentei e chorei - Escritor Paulo Coelho - Download Gratis | Blog MEGACUBOBRASIL


Sinopse do Livro  Na margem do rio piedra eu sentei e chorei


Quem ama venceu o mundo, não tem medo de perder nada. O verdadeiro amor é um ato de entrega total. Este Livro - Na margem do rio piedra eu sentei e chorei de Paulo Coelho, trata da importância dessa entrega. Pilar e seu companheiro são personagens fictícios, mas símbolos dos muitos conflitos que nos acompanham na busca da Outra Parte. Cedo ou tarde, temos que vencer nossos medos - já que o caminho espiritual se faz através da experiência diária do amor.
Paulo Coelho - Livro  Na margem do rio piedra eu sentei e chorei
 
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Baixar Livro - O Alquimista - Escritor Paulo Coelho - Download Gratis | Blog MEGACUBOBRASIL

Baixar Livro - O Alquimista - Escritor Paulo Coelho

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Sinopse do Livro O Alquimista de Paulo Coelho

"Quando escrevi o Livro - 'O Alquimista', tentava entender um pouco a razão de nossa existência. Ao invés de fazer um tratado filosófico, resolvi conversar com a criança que existia em minha alma. Para minha surpresa, esta criança ainda estava viva em milhões de pessoas no mundo inteiro - o Livro, O Alquimista, foi traduzido em 62 línguas e publicado em mais de 150 países. Com esta nova edição do livro, quero compartilhar com mais leitores as perguntas que, justamente por não terem resposta, fazem da vida uma grande aventura".
Paulo Coelho - Livro O Alquimista

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Livro - O Alquimista
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Baixar Livro - Histórias para pais, filhos e netos - Escritor Paulo Coelho - Download Gratis | Blog MEGACUBOBRASIL


Sinopse do Livro Histórias para pais, filhos e netos

Paulo Coelho, neste livro, Histórias para pais, filhos e netos, reconta lendas e fábulas tradicionais de diversas culturas - entre elas a árabe, a indiana, a persa, a chinesa, a judaica e a brasileira.
O escritor Paulo Coelho também relata suas experiências, episódios pessoais da sua vida e de nomes célebres, como Beethoven, Gandhi, El Greco e Matisse.


Paulo CoelhoLivro Histórias para pais, filhos e netos


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Livro - Histórias para pais, filhos e netos
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Sinopse do Livro Brida

Na Irlanda do século XVII, a jovem Brida fugia das maldições de um bruxo. Passados 300 anos, o bruxo continua perseguindo a moça, a única que tinha poderes capazes de destruí-lo. Nessa encarnação, Brida é filha de uma família abastada, e noiva de Lorens. Seu pai é um dos sócios de uma importante empresa da qual seu mago arquirival é um dos principais empregados. Sem saber que o braço direito de seu pai é na realidade um bruxo que a atormentara em encarnações passadas, a moça vai passar pelos mais variados perigos em suas mãos. Brida não conseguia administrar seus poderes, que já começavam a se mostrar evidentes. O dom de enxergar o que estava por vir era um deles. Entre as amigas de Brida, a ambiciosa Priscila é apaixonada por Lorens e, seduzida pelo mago, arma as maiores ciladas para terminar com o romance de Brida com o rapaz.

Paulo Coelho - Livro Brida

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Livro - Brida

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